Representantes da CNPC participam de audiência na Câmara dos deputados

logo_coOs representantes de entidades da Comissão Nacional Pró Conferência Jonas Valente (Intervozes) e Roseli Goffman (FNDC)  participaram na tarde dessa quarta-feira (26) de audiência pública na Câmara dos deputados sobre a I Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Completou a mesa a deputada Luiza Erundina, representante da Câmara dos deputados na CNPC.

No debate, os integrantes da mesa falaram sobre os últimos acontecimentos que envolveram a realização da Confecom, entre os quais a saída de seis das oito organizações empresariais que estavam na Comissão Organizadora Nacional e a negociação do dia anterior entre as entidades empresariais e não empresariais e o Governo. Segundo o arcordo fechado, a Conferência terá um total de 1.500 delegados, divididos entre 40% para o setor empresarial, 40% para a sociedade não empresarial e 20% para o poder público.

A deputada Luiza Erundina lamentou as divergências no interior da Comissão Organizadora Nacional, entre os setores empresarial, o governo e sociedade não empresarial e disse que, para manter a Conferência, a sociedade teve que fazer concessões muito grandes, “concessões até grandes demais, a meu ver”, afirmou. “A duras penas se garantiu a Confecom com a participação dos três setores da sociedade”, declarou.

Já o representante do Intervozes, Jonas Valente, afirmou que a Conferência deve ser do povo brasileiro e não pode envolver privilégios para ou ser controlada por nenhum setor. “A Conferência é um marco na história das comunicações no Brasil, porque se discute um setor que tem o maior déficit democrático do país”, disse Jonas.

Para a representante do FNDC na Comissão Nacional Pró Conferência, Roseli Goffman, a Confecom, mesmo se concretizando de uma forma que os movimentos sociais não gostariam, é um momento muito importante pra a sociedade civil, já que se constitui uma correlação de forças com o setor empresarial em 40% o que antes era zero. “De mais de 100 conferências que já aconteceram no Brasil desde 2003, não houve nenhuma de comunicação e a gente sabe que existe toda uma lógica de poder por trás disso”, declara a representante do FNDC. “Neste ano, os movimentos sociais terão a liberdade de se expressar”, finalizou Roseli.

Por Cecília Bizerra Sousa, Redação CNPC

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