Relato da reunião com o ministro da Secretaria de Comunicação Social, por Carolina Ribeiro

Abaixo relato da companheira Carolina Ribeiro, do Intervozes, sobre reunião da sociedade civil com o Franklin Martins do dia 23 de julho (terça-feira).

Como havia dito, a idéia da conversa com o ministro era tentar arrancar que tipo de posicionamento foi debatido na reunião do regimento entre os ministros. Participaram da conversa, além do Intervozes, a CUT (Rosane Bertotti), a Abraço (José Sóter) e o FNDC (Roseli Goffman). A conversa durou mais de uma hora, mas vou colocar as questões centrais.

1) O governo não vai topar nenhum tipo de restrição temática. Fecham conosco
2) O governo tende a defender a proporção 40% empresários; 40% não empresários e 20% poder público.
3) O governo quer bancar 1 mil delegados na conferência (de acordo com eles a Abert está propondo 300!)

A Rosane da CUT também disse que não topamos essa proporção de delegados, nem 1/3 paritário. Colocamos vários argumentos e eles sentiram que nós não vamos arredar pé nessa questão. Falamos que a divisão entre meios de comunicação e usuários era um pouco mais razoável e dava para começar a conversar. Qualquer outra proposta que nos igualasse ao setor empresarial nós não topávamos. Em relação ao número de delegados nós colocamos que nossa proposta era 2 mil e que recuaríamos para 1,5 mil (mas ficou meio claro que esse não seria o grande impasse).

Ficamos um tempão debatendo a questão do controle social. Ele disse que esse termo era um “fantasma” que dava unidade ao setor empresarial. Nós falamos que o importante em relação ao tema era garantir que ele não fosse restrito. Opiniões sobre qualquer coisa seriam debatidas no processo.

Outra coisa importante. O governo disse que o fundamental nesse momento era viabilizar o regimento, que ele não se posicionaria tematicamente até outubro, mas que a correlação de forças atual é complexa e será bastante difícil garantir que as resoluções sejam implementadas. A Rosane, habilmente, disse que voltaríamos a conversar sobre isso, mas que se de início era essa a perspectiva melhor era nem ter conferência.

Rosane e Sóter iriam jantar com o Dulci depois.

Enfim, precisamos ter unidade máxima na reunião da CNPC de amanhã e ainda tentar garantir uma mínima interlocução com os ministérios próximos.

Minha intervenção no ato do Minicom era conhecida do ministro e do Ottoni. Eu colocava a defesa e eles “é, nós vimos que você disse isso no ato”.

Não vai ser fácil.

Beijos,
Carol

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